segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A voz das urnas e a sucessão local

Se somarmos os votos obtidos ontem em Campos por Sérgio Diniz (PPS), Chico D'Angelo (PT), Benedita da Silva (PT), Jandira Feghali (PCdoB), Edmilson Valentim (PCdoB), Chico Alencar (PSol) e Luís Sérgio (PT), candidatos à Câmara Federal, chegaremos a um número de aproximadamente 29 mil votos. Uma soma semelhante dos votos dados à Professora Odete (PCdoB), Andral (PV), Rodrigo Neves (PT), Marcelo Freixo (PSol), Neinha Freitas (PT), Carlos Minc (PT), Janira Rocha (PSol), Gilberto Palmares (PT), Graciete (PCB), Cesário (PT), Robson Leite (PT), Chumbinho (PT) e Cida Diogo (PT), que concorreram à ALERJ, alcançará algo em torno de 24 mil votos. Em que pese as diferenças entre os pleitos, estes números são próximos às votações obtidas pela própria Professora Odete e pelo Dr. Makhoul Moussalem nas últimas eleições para a Prefeitura de Campos.
Sem rigor metodológico, esses dados permitem contudo perceber as dificuldades a serem enfrentadas por candidaturas independentes do que se convencionou chamar "garotismo" nessa blogosfera - incluídos aí alguns atuais ferrenhos adversários do Deputado federal mais votado no RJ - numa eventual eleição extraordinária para a Prefeitura, prevista para o início de 2011.
Os vícios introjetados na cultura política local nos últimos vinte anos cristalizaram o pensamento crítico e o desejo de um outro modelo de gestão - não confundir com moralismo udenista - a uma franja de cerca de 10% do eleitorado local.
Romper e superar esse patamar de votos, criando formas de comunicação e convencimento de setores sociais mais populares é o desafio colocado para as forças políticas que alavancaram as votações dos candidatos citados no início do post se de fato estas pretendem concretamente interferir na realidade política local para além de um adesismo pragmático e casuísta a um dos pólos que disputaram o poder nos últimos três pleitos municipais.
Após o 2º turno da eleição presidencial, as seções locais do PT, PCdoB, PV, PSol, PPS e PCB poderiam avançar no esforço inaugurado há alguns meses, sem sectarismo e vaidades, e abertos a agregar outras siglas que se adequem a um pefil de mudança real e de gestão eficiente que deve caracterizar a alternativa eleitoral a ser construída para esta cidade. Esse seria o primeiro passo para enfrentar o enorme desafio de acessar e convencer amplos setores da sociedade campista de que uma outra cidade é possível!
E como diria um grande amigo e companheiro: "Sigamos em frente!..."

4 comentários:

Anônimo disse...

Resumo da ópera: "infelizmente não dá pra nós"

Anônimo disse...

O PT local será engolido por PMDB e PCdoB, ou vocês ainda não sabem?!

FÁBIO SIQUEIRA disse...

PMDB?? Com todo o respeito ao Presidente do Diretório local e aos que permanencem filiados a este partido, desde a desfiliação de Garotinho a seção local deste partido não tem quadros eleitorais para "engolir" ninguém!
Tampouco creio que um projeto como o aqui discutido deva prescindir dos potenciais aliados aqui citados, muito menos propor a autofagia entre forças alternativas à polarização entre PR e PDT/PTdoB.
É lógico que o Governador vai influir no processo, mas espero que queira construir um arco grande de forças e não sectarizar e excluir o Partido de LULA!
Ademais, o quadro eleitoral trabalhado aqui pelo PMDB para Federal na última eleição simboliza a gestão de Riverton Mussi em Macaé, que, com todo respeito, não é referência de alternativa à gestão local do PR, como comprova a atuação parlamentar de oposição de nosso Vereador Danilo Funke (PT) naquela cidade.

Maycon Bezerra de Almeida disse...

No que depender de mim, seria uma grande satisfação contribuir neste esforço!