
A referência ao recurso à arte dramática se justifica pela insistente postura de frieza e falsa serenidade buscada pelo candidato da campanha que optou pela calúnia, mesmo quando foi claro seu desconforto frente questões que propunham o debate franco sobre temas inadequados pautados pelo desespero de seus marqueteiros e apoiadores e sobre as fraquezas e prioridades antipopulares das gestões de seu partido.
Além desta postura, que podemos classificar como cínica, a campanha do PSDB apela fortemente para a demagocia e o oportunismo na tentativa de virar a tendência que até o Datafolha, em sua "confusão metodológica" aponta: a da confirmação do favoritismo de Dilma.
Aí instala-se o vale tudo, apontado pelas baixarias difundidas nos primeiros dias da campanha do segundo turno e confirmado pelo discurso cínico e demagógico apresentado pelo candidato agora há pouco. Convenhamos que "propostas" como o salário mínimo de R$ 600, o aumento linear de 10% para todos aposentados no próximo ano e a criação do Ministério da Segurança - que imagino seria instituído por uma PEC, já que invade atribuições constitucionais dos Estados - são tão consistentes e factíveis quanto o VLT de Arnaldo Vianna nas últimas eleições locais e tão sólidas quanto as bases do viaduto do Rodoanel do próprio Serra! Propostas descartáveis, típicas de um candidato fadado a derrota, e logo sem compromisso com o dia seguinte, ou de um mentiroso que haveria de iniciar um hipotético governo se explicando por falsas promessas.
Felizmente Dilma adotou postura firme e vigorosa, que há de contagiar nossa militância para a disputa de cada voto contra o discurso do ódio, das calúnias, das mentiras e da demagogia fácil. Vamos pras ruas garantir a vitória do projeto de LULA. E quanto a Serra, se tivesse algum talento, restaria alguma chance de estrelar algum remake de Nosferatu.
Um comentário:
Pois é... Já a simpatia de Dilma é........ super natural.
Postar um comentário