sábado, 28 de agosto de 2010

Roberto Moraes: Desenho político, herança, resistência e insistência por uma nova governaça em Campos!

Os dois lados da moeda da política em Campos estão se re-fundindo em apenas um. A confirmação da desistência da candidatura natimorta de um ex-alcaide, e a quase morta de outra, também ex-alcaide, aliadas à pajelança de vereadores, em torno do misto de presidente/prefeito, mostra que uma nova governança poderá surgir sem concorrência, como alternativa à família que pretende re-instalar a capitania hereditária no município.

Por coincidência ou consequência, modelos de oligarquias familiares se dão tanto na política, quanto nas empresas de mídia local que se articulam em tempos e circunstâncias similares, aliás, como bem já identificou e puniu a Justiça.

Este é o cenário de um quadro que precisa e será revertido. O tempo da mudança poderá, com atalhos, ser abreviado, mas, no curso normal necessitará de maturação e disposição para se aprofundar na sociedade, especialmente, nos setores mais populares e explorados. Os atalhos poderão significar mais riscos que oportunidades.

Bom, que iniciemos e insistemos na necessidade de mundança em prol de uma nova governança para o município. Campos merece um destino diferente!

PS.: Para compreensão no plano local é interessante analisar o que Emir Sader escreveu aqui sobre a mídia e o poder da internet no plano nacional.
http://robertomoraes.blogspot.com/

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Executiva do PT de Campos se reúne com Odisséia.

Por absoluta falta de tempo registro com atraso aqui a oportuna reunião entre a Vereadora Odisséia Carvalho, única parlamentar do PT local, e a Executiva municipal do partido na última quarta-feira.
No encontro, a companheira reafirmou aos membros da direção partidária os informes e argumentos manifestados em contatos telefônicos, inclusive com este blogueiro, previamente à eleição para a mesa diretora da Câmara, na terça-feira.
Não houve entre os membros da executiva presentes contestação à tática adotada pelo mandato da petista em conjunto com a bancada de oposição, que permitiu a manutenção do vereador Rogério Mattoso (PPS) na vice-presidência e, em função do contexto político, no comando da Casa.
Foi também consensual a interpretação de que não é pertinente confundir nossa intervenção na conturbada conjuntura política municipal com a movimentação do mandato da Vereadora na dinâmica da Câmara, onde a "bancada" do PT se resume a uma parlamentar e a oposição é minoria. Sobre isso, foi importante a observação de Odisséia no sentido de reafirmar sua presença na provável eleição extraordinária para a Prefeitura de Campos. Segundo ela isso é questão fechada e não abre mão de colocar seu nome para representar o partido no caso da marcação do pleito.
Ao fim e ao cabo, o mandato do PT ganha capacidade de articulação política com apresença da companheira Odisséia na Mesa diretora. Além disso, a bem sucedida mobilização da oposição na disputa interna do Legislativo dividiu a base governista e o próprio PR.
Em que pese o envolvimento de todos dirigentes partidários com as campanhas nas quais estão engajados, foi ponderada a necessidade de dinamizar as reuniões da executiva, até em função do apelo feito pelo Presidente Eduardo Peixoto para que as candidaturas proporcionais possam confluir em uma agenda das campanhas de Dilma e Lindberg. Sugeri ainda a Odisséia que após as eleições de outubro o mandato também possa ter uma agenda regular de reuniões com a Executiva.
Em breve neste blog uma postagem vai esclarecer ainda mais os movimentos do nosso mandato. Aguarde.

A "ditadura" de Lula


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Núcleo do Humor


do site Conversa Afiada, a ótima análise de Paulo Henrique Amorim:

Em 50 anos de vida pública, o que fez o Serra ?

Uma obra, um gesto, uma visão, um ato de nobre ou corajosa liderança.

O que ele fez ?

Nada.

O que pensa esse rapaz, se perguntou, numa sabatina na Folha (*), o filósofo Paulo Arantes.

Nada.

Serra é uma invenção do PiG (**), especialmente do PiG (**) de São Paulo.

Como diz a Veja, ele sempre foi “a elite da elite”.

Para entendê-lo, recomenda-se a leitura de “Teoria do Medalhão”, que, nos “Papéis Avulsos” do Machado, se segue a “O Alienista” …

Serra é um aparatchik dos conservadores.

O último dos autoritários brasileiros, como disse o José Márcio Camargo.

Serra é barriga de aluguel da elite.

Hoje, a Folha (*) corre desesperadamente para não desmoralizar seu instituto de pesquisa que esteve sistematicamente atrás dos outros, e dá uma manchete histérica e provinciana:

Dilma abre 20 pontos (49 a 29) e já bate Serra em São Paulo.

Só neste PiG (**) de quinta categoria é que se dá uma pesquisa de opinião pública na manchete.

Em nenhum jornal sério do mundo isso aconteceria.

Mas, aqui, nesta província que não se separou do Brasil em 1932, aqui eles se acham e compram gravatas na Daslu.

O Serra colhe o que merece.

Vai para casa corrido por um vexame.

Em opróbrio.

Ele chegou mais longe do que merecia.

Como diz esse ordinário blog há muito tempo: sem o PiG (**), os tucanos de São Paulo não passam de Resende.

O Vesgo do Pânico tem mais chance de ser Presidente que o jenio.

Agora, aparece um colonista (***) da Folha (*) para dizer que tucano e oposição pagam por inércia nos últimos oito anos.

Inércia ?

Se o leitor da Folha (*) ler isso vai ficar espantado.

Como, “inércia” ?, se o PiG (**) tentou o Golpe de Direita incansavelmente, com o Serra por trás, com a mão de gato ?

A elite não ficou inerte, não.

Pode ter jogado a carta errada – a do Golpe.

Mas, trabalhou diariamente, obstinadamente para derrubar o que não sabe falar inglês.

Na sua infinita arrogância, a elite achou que bastava um paulista alucinado para derrotar esse operário metalúrgico.

Um alucinado contido pela racionalidade untuosa do Farol de Alexandria: seria uma moleza derrotar o nordestino.

A elite não percebeu o que se passava à sua volta.

A elite de São Paulo foi atropelada pela Classe C do Lula.

O Serra só tem uma bala na agulha:

A baixaria.

Um misto de Eduardo Jorge com Ali Kamel.

O mensalão, a pilha de dinheiro do delegado Bruno, a omissão do desastre da Gol … nada disso colou em 2006.

Não vai colar agora.

Bye-bye Serra forever.

Paulo Henrique Amorim

Dilma vence nos principais Estados e DF




quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Datafolha - Dilma, 49%; Serra, 29%

Pesquisas de Agosto: Dilma no 1º turno!


FHC x LULA = Dilma Presidente


A pesquisa CNT/SENSUS mais uma vez dá pista para entender o fracasso da candidatura Serra

(Pesquisa CNT/Sensus,realizada de 20 a 22 de agosto de 2010, com 2.000 entrevistas, margem de 2,2%. Clique no gráfico para ampliar.) Que a candidatura Serra é um fracasso, ninguém tem dúvida. Mas são atribuídas diversas causas a isso. O saco de pancadas do momento é o marqueteiro Luiz Gonzalez. Mas poderia ser o Aécio, o Indio da Costa, a aparência e a antipatia de Serra, a falta de discurso, a salada gelatinosa das oposições, o Nordeste, o Chávez, o Irã, o Obama – enfim, existem inúmeras causas para explicar o pangaré Serra, é só escolher. Pode ter de tudo um pouco. Mas ninguém pode negar que a aprovação do desempenho de Lula foi a chave da partida acelerada da campanha Dilma. E, consequentemente, da desaceleração de Serra – principalmente quando é feita a comparação com a aprovação (?!) do desempenho de FHC no período correspondente ao de Lula. Agora, com o Horário Eleitoral Gratuito, está ficando mais claro para o eleitorado quem está na garupa de quem. Bastou uma semana de TV/Rádio para a oposição cair do cavalo.

Postado por Hayle Gadelha In: http://blogdogadelha.blogspot.com/

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Quem faz oposição a Nahim II?



Partindo-se do pressuposto de que o debate foi instituído (o que em si já é uma vitória política!) e esclarecido o modus operandi tático da "oposição" parlamentar ou seja: para evitar um "mal maior" e "impedir que o postulante a vereador Edson Batista retornasse e tivéssemos o vereador Magal como vice-presidente", foi feita aliança unânime em torno de Nahim.


Contudo, mesmo depois dessas suscintas e provisórias explicações, permanece a questão política fundamental: para além das razões psicológicas (boa vontade, educação ou inteligência!?) do titular atual da prefeitura, a sua gestão é de continuidade e identidade com o modo garotista de governar e implementar políticas públicas. Por isso tudo, a questão incômoda e incontornável que vai continuar nos assombrando é: Quem faz oposição a Nahim?


Até porque é dessa diferenciação política e substantiva é que poderemos nos apresentar como alternativa eleitoral e lutar pela hegemonia política local.

Com a palavra a vereadora Odisséia:

"A estratégia do mandato de apoiar a eleição de Nelson Nahim para a presidência da Câmara foi definida para impedir que o postulante a vereador Edson Batista retornasse e tivéssemos o vereador Magal como vice-presidente.

Alguns questionam porque não lançamos Rogério Matoso como cabeça de chapa já que tínhamos nove votos. Se assim fizéssemos não teríamos os votos dos mesmos nove vereadores.

Ontem à noite ouvi membros da Executiva do Partido dos Trabalhadores (não consegui me comunicar apenas com um dos companheiros), embora não tenhamos nos reunido formalmente.

Nós não temos dúvida que Nahim pertence ao grupo da prefeita cassada, porém recebe a oposição e se agir da mesma forma que a antecessora terá uma oposição ferrenha."