quinta-feira, 16 de setembro de 2010

DIAP: PT fará a maior bancada da Câmara dos Deputados




O PT deve eleger a maior bancada dos deputados na eleição de 3 de outubro, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) concluído ontem (15). De acordo com a pesquisa, o Partido dos Trabalhadores deve eleger o mínimo de 85 e o máximo de 110 deputados. A previsão para o PMDB situa no intervalo entre 70 e 100 deputados.A eleição da bancada majoritária, se for confirmada, assegura ao PT a eleição do futuro presidente da Câmara dos Deputados. Já para o Senado, a previsão é de que o PMDB faça a maior bancada.
O Diap prevê que a bancada do PT não apenas será a maior, como também mais coesa. É o que indica o perfil dos deputados que devem ser eleitos, muitos com passagens por governos municipais e estaduais.
Majoritário na Câmara e talvez com a segunda maior bancada do Senado, o PT será um partido estratégico no próximo Congresso, "seja para a sustentação de um eventual governo Dilma Rousseff, como parece mais provável, seja na liderança da oposição, se o tucano José Serra vencer a eleição presidencial", diz Antônio Augusto Queiroz, diretor de documentação do Diap.
A oposição sairá enfraquecida das próximas eleições, segundo as projeções do Diap. O PSDB, que em 2006 elegeu 66 deputados e atualmente conta com uma bancada de 59, está em situação melhor que o Democratas e deve eleger um mínimo de 55 e um máximo de 70 deputados. O DEM, que na eleição passada elegeu 65 e atualmente está com 56 deputados, deve eleger um mínimo de 38 e o máximo de 53 deputados, segundo o Diap.
"A metodologia adotada, com intervalo entre um número mínimo e máximo de vagas por partido, decorre, entre outros, de dois aspectos: as coligações e o quociente eleitoral, que pode alterar significativamente o desempenho eleitoral das bancadas", explicou Antônio Augusto Queiroz. "Os partidos coligados podem ganhar ou perder vagas para seus parceiros e a exigência de quociente eleitoral pode deixar fora da Câmara candidatos com excelente desempenho mas o partido não ultrapassou a cláusula de barreira".
A pesquisa do Diap não descarta a hipótese de o PMDB fazer a maior bancada na Câmara, mas se isso ocorrer será por uma diferença mínima. Na campanha de Dilma o cálculo é que o PT deve crescer nos grandes centros eleitorais, como São Paulo.
www.pt.org.br e Valor Econômico

Fato consumado




Por Ricardo Guedes

Caro Nassif,
Esta é uma eleição tecnicamente decidida, seja em 1º turno, seja em 2º turno, provavelmente no 1º turno. Dilma tem 58% dos votos válidos, e José Serra atinge 41% de rejeição, o que impossibilita a sua eleição. De 100% do eleitorado total, 20% tradicionalmente vão para abstenção, brancos e nulos, restando 80% do eleitorado. Se dividirmos 80% por 2, temos então 40%, e todo candidato com rejeição de 40% ou mais não se elege em 2º turno.
Adicionalmente, 73% do eleitorado total já está hoje definido, e declara que "não vai mudar o voto de jeito nenhum". No 1º turno das eleições presidenciais de 2006, tivemos 24% de abstenção, brancos e nulos, ou seja, a definição de voto chegou á 76% do eleitorado, percentual muito próximo dos 73% já atualmente definidos. Dos 12,4% adicionais que declaram ter tendência por algum candidato, mas ainda sem a definição do voto, somente 1,5% dizem que podem alterar a escolha em caso de comprovação de inidoneidade do seu candidato devido a denúncias.
O brasileiro, dentro do pacto central do tipo social democrata europeu que se formou no Brasil a partir de 2002, vota da continuidade das políticas econômicas e sociais do Governo Lula através de Dilma Rousseff. É o PIB de 500 bilhões para 1 trilhão e 500 bilhões de dólares em 8 anos, reservas cambiais de 35 para 250 bilhões de dólares, salário mínimo de 80 para 280 dólares, índice de GINI de distribuição de renda melhorando de 0,58 para 0,52, 30 milhões de pessoas que saem das classes pobres para as classes médias, 10 milhões de pessoas que saem fisicamente das favelas.
E com um programa eleitoral e desempenho em debates nitidamente superior de Dilma Rousseff em relação a José Serra.


Vitaminados!

Em que pese umas quatro ou cinco páginas golpistas na seção de política/ eleições, a última edição dominical d'O GLOBO trouxe boas notícias para alguns de nossos candidatos.
Conforme destacou ontem o Roberto Moraes em seu prestigiado blog, o Deputado Federal Chico D'Angelo recebeu apoio maciço de mais de 40 lideranças entre os médicos do RJ (clique aqui para ler post) em manifesto mandado publicar no matutino.
Já nosso candidato ao Senado, Lindberg, em momento de franca ascensão, faturou a seguinte declaração da cientista política Argelina Cheibub Figueiredo, na página 19, falando sobre o Senado e os atuais candidatos no RJ em entrevista ao jornal:

"(...) Acho que eles (os candidatos) tem (perfil) muito local. Não vejo muito Picciani, César Maia e Crivella como senadores. Talvez o Lindberg pela experiência que já tem como parlamentar na Câmara(...)"

Última Datafolha: Dilma sobe para 51% x Serra mantém 27%

Refrescando a memória!

Na noite da última terça-feira um ilustre membro da equipe deste blog me alertou: "alguma memória é melhor que nenhuma memória!"
Bem, ainda que no contexto do caso em questão - que não vem ao caso - eu discordasse do efeito prático de sua observação, é inegável a lógica de seu argumento.
Pois bem, o principal mote da campanha de Serra nos últimos dias sinaliza o contrário: os tucanos são totalmente desmemoriados, do contrário são descaradamente cínicos!
Senão vejamos, o sítio do candidato destacou ontem a sua seguinte declaração:

"José Serra participou na tarde desta quarta-feira (15) da tradicional procissão de Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte, no Ceará, e anunciou que vai elevar o salário mínimo para R$ 600 já a partir de janeiro de 2011. Para isso, vai promover 'uma rearrumação geral das contas e corte de gordura'.
Serra ressaltou que, como economista, já fez estudos que revelam a viabilidade de se assegurar um aumento maior do salário mínimo acima do proposto pelo governo federal para 2011(...)
"

Uma pena que enquanto ministro de Estado nosso "economista" não tenha apresentado tais estudos a FHC ao longo de seu governo, quando o salário mínimo jamais ultrapassou o patamar de cem dólares, então referência das reivindicações do PT e da CUT.
Refrescando a memória: em 2002 - um mês antes da eleição de LULA contra o então candidato do governo, Serra - US$ 1,00 valia R$ 3,60, e o mínimo era de R$ 200,00, ou seja, o salário mínimo do PSDB de Serra era de menos de US$ 56,00.
Hoje, o novamente candidato tucano, agora na oposição, propõe enfaticamente um mínimo de R$ 600,00, aproximadamente US$ 350,00, quase sete vezes o mínimo de FHC!
Ah, vale ressaltar que, demagogia à parte, os fatos registram o seguinte: LULA elevou o salário mínimo de US$ 56,00 para algo em torno de US$ 296,00!

Não sou economista. Logo, esse post está sujeito a contestações dos especialistas na área e acata humildemente reparos nesse sentido, mas as contas e estudos do Professor, dublê de ex-ministro e presidenciável me parecem muito estranhas!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Jogou a toalha?

O desespero dos demotucanos está a produzir pérolas inacreditáveis e até divertidas na campanha eleitoral nesta reta final!
Agora há pouco, no horário eleitoral gratuito, o mineiro mais carioca do Rio - ou de BH? - Aécio Neves, logo ele que parece ser o menos insensato da sua turma, apareceu no programa do RJ pedindo votos para o "demo" César Maia. Até aí tudo bem. O detalhe foi o argumento: "o próximo Senado Federal precisa ser independente do Executivo" e César Maia tem esse perfil!
Ou eu muito me engano, ou nosso galã das alterosas - que já colhe os frutos da chapa Dilmasia para manter sob sua influência o governo de MG - já entrega os pontos e dá como certa a eleição da petista. O que será que Serra está achando disso?

Fala Zé Dirceu!


Dilma e o PT: “A eleição da Dilma é mais importante do que a eleição do Lula, porque é a eleição do projeto político, porque a Dilma nos representa. A Dilma não era uma liderança que tinha uma grande expressão popular, eleitoral, uma raiz histórica no país, como o Lula foi criando [...]. Então, ela é a expressão do projeto político. [...] Independentemente de nós termos essa coalizão [partidária], o PT é a base dela”.

Futuro do partido: “O PT teve 17% de votos em 2002/2006 para a Câmara, [...] vai ter agora 21%, 23%, eu espero, tudo indica. Tem que ter 33% em 2014. O PT tem que se renovar, tem que abrir o PT para a juventude”.

Estratégia da ‘direita’: “Quem pode ter poder? Primeiro, o poder econômico. [...] As Forças Armadas estão, hoje, profissionalizadas. O poder econômico se aliou com qual poder? Com a mídia. E qual é o poder que pode se contrapor ao poder econômico e ao poder da mídia no Brasil? É o poder político...”

Corrupção: Os “graves problemas de nosso sistema político, problema de caixa dois, [...] de corrupção que tem na administração pública, em grande parte para financiar campanha eleitoral, porque o sistema está apoiado nisso, no poder econômico. [...] Campanha de presidente é R$ 200 milhões, R$ 300 milhões. Ora, quem vai financiar isso? As pessoas físicas? Não, as empresas. Aí começa: nomeação dirigida, licitação dirigida, emenda dirigida, superfaturamento, tráfico de influência. Não é que vai acabar, mas o financiamento público, o voto em lista... Nós temos que repensar o sistema político brasileiro”.

Reformas: “As outras reformas, a tributária, a democratização dos meios de comunicação, o problema da terra, das Forças Armadas, que são questões que não estão equacionadas no Brasil ainda hoje, elas dependem da nossa maioria, depende do país se consolidar porque o país só resolve problemas quando são maduros”.

Aliança mídia-oposição: “Eles estão preparando a agenda deles para o primeiro ano de governo. [...] O governo sempre é disputado. [...] Com o apoio da imprensa, eles [da oposição] tentam tomar a opinião pública, forçando determinadas definições ou tentar impedir que nós apliquemos determinadas políticas. Ou paralisando no Congresso ou criando um clima na sociedade contrário...”

Núcleo da cidadania


Os militantes do Núcleo Lenilson Chaves Fábio Siqueira e Norma Dias na versão 2010 da parada gay campista, desta vez realizada em Guarus, manifestando apoio dos mandatos de Chico D'Angelo e Carlos Minc ao ato em defesa dos direitos civis!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Vai encarar?




FHC declarou hoje: "Faltou quem freasse o Mussolini. Alguém tem que parar o Lula". Acho que ex-intelectual ou "pseudo-intelectual miolo mole" deve medir suas sinistras e golpistas palavras. Ou será que vai encarar o Presidente que tem aprovação pessoal de 81,4% e de Governo de 78,4%? Na verdade, FFHH fala somente para àqueles que governou: a minoria cínica e ideologicamente reacionária dos brasileiros que reprova o Governo Lula! Só para reavivar a memória confira lá em cima a média dos índices de aprovação de Lula e FFHH.