terça-feira, 14 de setembro de 2010

Núcleo do Humor

Ainda faltam 20 dias para o "gran finale" das eleições. Durante este período, as balas de prata vão estar sobrevoando nossas cabeças e o incompetente império midiático vai vociferar ainda mais contra tudo e todos. Também já estou sem paciência de ler qualquer coisa dessas reportagens infundadas e também saber que Tiririca é o grande cotado para ser deputado. A baixaria já era esperada.
Logo, enquando esperamos, nada melhor que uma dose de humor para relaxar. Do blog metal cadente.

Pesquisa Sensus confirma: Dilma vence no 1º turno



Pesquisa CNT/Sensus de hoje (14/09): Dilma 50,5% X Serra 26,4%
Pesquisa CNT/Sensus divulgada na manhã desta terça-feira (14) indica a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, com 50,5% das intenções de voto, contra 26,4% de José Serra (PSDB).
Em terceiro lugar, aparece a senadora Marina Silva (PV) com 8,9% das intenções de voto. Brancos, nulos e indecisos totalizam 12,6% e a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou menos.
No último levantamento, divulgado em 24 de agosto, a candidata petista tinha 46% das intenções de voto, contra 28,1% de José Serra. A senadora Marina Silva aparecia com 8,1%. Votos em branco, nulos e indecisos somam 16,8%.

Segundo turno
Na simulação de segundo turno, a candidata petista apresenta 55,5% e Serra com 32,9%. Brancos, nulos e indecisos somam 11,6%.
Na pesquisa espontânea, quando não são indicados nomes de candidatos aos entrevistados, Dilma aparece com 44,3% das intenções de votos, contra 23% de Serra e 7,1% de Marina Silva. Brancos, nulos e indecisos representam 12,7%.
Com relação à rejeição aos presidenciáveis, 29,4% dos entrevistados indicaram que nunca votariam em Dilma Rousseff, já 41,3% disseram que não votariam em Serra e 45% declararam que nunca dariam seu voto a Marina Silva.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Lula encara a direita: “Vou pras ruas enfrentá-los e derrotá-los".






Na empolgação do comício da campanha de Dilma na noite de hoje (13/09), realizado em Santa Catarina, o Presidente "partiu pra cima" de nossos inimigos ideológicos e representantes formais do atraso nacional. Confira a seguir as passagens mais contundentes:

“Nós precisamos extirpar o DEM da política brasileira”.

“Não quero crer que esse povo extraordinário de Santa Catarina vá pensar em colocar no governo alguém de um partido que alimenta ódio...”

“...Alguém de um partido que entrou na Justiça para acabar com Prouni, como o DEM entrou...”

“...Nós já aprendemos demais, já sa sabemos quem são os Bornhausen. Eles não podem vir disfarçados carneiros. Já conhecemos as histórias deles”.

“É a mesma direita que articulou e levou o Getulio Vargas a dar um tiro no coração, a mesma direita que levou o João Goulart a renunciar...”

“É a mesma direita que disse que Juscelino Kubitschek não podia ganhar, se ganhasse não tomava posse e se tomasse posse não ia governar...”

“...Essa mesma direita tentou fazer o mesmo comigo em 2005. E não fez porque eu tinha ingrediente a mais. Eu tinha vocês. Eles nunca tinham lidado com um presidente que tinha nascido no berço da classe oporária desse país”.

“Quando eles queriam que eu ficasse em Brasília ouvindo o discurso deles, eu disse pra Dilma: fique em Brasília que eu vou pras ruas enfrentá-los”.

“Vou pras ruas enfrentá-los e derrotá-los, como estamos fazendo agora nesse momento”.

sábado, 11 de setembro de 2010

Serra sem saída: seu adversário é o eleitor!

Em face ao mais recente Datafolha, do qual a atônita oposição espera sinais da mágica "virada", os intelectuais orgânicos do serrismo entregaram os pontos. Confira abaixo o "lamento" de Josias de Sousa (Folha de São Paulo 11/09/10) em "Maior ‘adversário’ de Serra já não é Dilma, é o eleitor".

"Numa leitura condescendente do processo, pode-se dizer que, hoje, o adversário de Serra é Lula, não Dilma. Tomado pelo Datafolha, Lula é um eleitor notável.

Quase metade do eleitorado (45%) declara que, “com certeza”, vota em quem o presidente indicar. Outros 18% afirmam que “talvez” votem no indicado de Lula.

Somando-se os dois percentuais chega-se ao potencial de transferência de votos de Lula para Dilma: 63%.

Sobram para Serra os 29% que rejeitam o nome apontado pelo “dedaço” de Lula. Um contingente que ele tem que dividir com Marina.

Numa análise menos edulcorada da campanha, chega-se à conclusão de que o problema de Serra não é Lula nem Dilma, mas o eleitor.

O dono do voto informa, uma pesquisa atrás da outra, que não deseja Serra. É como se dissesse ao pesquisador: "Não me importune mais com suas perguntas. Já decidi".

A 23 dias do fatídico 3 de outubro, vive-se sob a égide da precipitação. Lula antecipara a campanha em mais de dois anos.

E o eleitor, contente com a atmosfera benfazeja em que se misturam as bolsas e o crescimento econômico, parece ávido por antecipar o resultado.

Há uma semana, 69% achavam que Dilma vence. Hoje, compartilham dessa idéia 72%.

Na conta do Datafolha, somados apenas os votos válidos, Dilma fica com 56%. Ou seja, o triunfo pode chegar no primeiro turno."

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A "virada" que não veio: Vox Populi/Band/iG: Dilma 53% X Serra 22%


Odisséia Carvalho: O meu país, a minha cidade

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada essa semana revela o aumento de empregos formais e de renda em 2009. Quase 60% por cento dos empregados do país e a entrada de quase meio milhão de trabalhadores entraram na formalidade no ano passado.
Outro dado significativo foi a diminuição do trabalho infantil e o aumento da escolaridade dos trabalhadores além do aumento de consumo de bens duráveis. Questões fundamentais como o acesso a serviço como abastecimento de água, energia elétrica e coleta de lixo também apresentaram mudanças positivas e ainda o crescimento do acesso à internet.
As mudanças no país são inegáveis, embora boa parte da mídia tenda a ignorar os avanços e criar factóides como uma cortina de fumaça em face aos avanços do Brasil nesses últimos anos, que além de criar melhores condições de vida para a população ainda apresenta um protagonismo internacional.
O desafio de mudar esse país não é fácil e é uma conquista diária, o desafio de mudar nossa cidade também é possível. O que não é mais possível é conviver com a forma de fazer política que trouxe como conseqüência a passagem de nove prefeitos nos últimos seis anos. Uma situação absurda e inimaginável até para um ficcionista dos mais criativos.
O que não é mais possível é conviver com ônibus em número insuficiente, transporte irregular e em péssimas condições, escolas onde os diretores são indicados e não eleitos, hospitais onde falta manutenção de equipamentos, farmácias públicas sem medicamentos básicos, ruas esburacadas, filas gigantescas para consultas em ambulatórios, uma prefeitura sem transparência nos gastos públicos que não pode receber verbas de diversos programas federais por irregularidades na prestação de contas.
Uma outra realidade é possível. O Brasil vai seguir mudando e Campos precisa começar a mudar.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Enquanto isso, no poleiro gaúcho dos Tucanos...

Do site da Carta Maior , por Marco Aurélio Weissheimer


"Segurança de Yeda, preso por extorsão, espionou senador, ministro e policiais
O sargento César Rodrigues de Carvalho, lotado na Casa Militar do governo gaúcho, foi preso nesta sexta-feira acusado de extorsão e cobrança de propina de contraventores do setor de caça-níqueis e bingos. Segundo Ministério Público, sargento era segurança da governadora Yeda Crusius e utilizou carros oficiais do governo para efetuar a cobrança de propinas. Além disso, ele teve acesso ao sistema integrado de consultas da Secretaria de Segurança e espionou a vida de um senador, um ministro, políticos e delegados de polícia. O Ministério Público mantém os nomes dos políticos espionados em sigilo."


Sob a fumaça do "escândalo da receita", PIG se cala ou dedica apenas "notinhas de rodapé" para ao descalabro policialesco  do governo Crusius.  

Vade retro Demotucanato!


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

IBGE: Brasil real teve aumento de emprego e renda em 2009




Brasil registrou aumento de empregos formais e de renda em 2009

Mais de 32 milhões de trabalhadores brasileiros tinham carteira assinada em 2009, ou seja, 59,6% da população que estava empregada. O total revela a entrada de 483 mil trabalhadores na formalidade em 2009, na comparação com o cenário do mercado de trabalho do ano anterior, segundo dados divulgados hoje (8), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2009 divulgada pelo IBGE mostra avanços em diversos indicadores. O rendimento mensal real de trabalho também permaneceu em elevação, com aumento de 2,2% entre 2008 e 2009, e a concentração desses rendimentos, medida pelo Índice de Gini, continuou se reduzindo, de 0,521 para 0,518 (quanto mais perto de zero, menos desigual é a distribuição).
Além disso, o trabalho infantil prosseguiu em queda (em 2009, 4,3 milhões de pessoas de 5 a 17 anos trabalhavam, contra 4,5 milhões em 2008 e 5,3 milhões em 2004), e a escolaridade dos trabalhadores continuou em alta. Em 2009, 43,1% da população ocupada tinham pelo menos o ensino médio completo, contra 41,2% em 2008 e 33,6% em 2004, e os trabalhadores com nível superior completo representavam 11,1% do total, frente a 10,3% em 2008 e 8,1% em 2004.
A PNAD 2009 investigou 399.387 pessoas em 153.837 domicílios por todo o país a respeito de temas como população, migração, educação, trabalho, família, domicílios e rendimento, tendo setembro como mês de referência.
Em relação às condições de vida da população, a pesquisa mostra que vem aumentando o acesso a serviços como abastecimento de água por rede geral (de 42,4 milhões em 2004 para 49,5 milhões em 2009), coleta de lixo (de 43,7 milhões em 2004 para 51,9 milhões em 2009), iluminação elétrica (de 50,0 milhões em 2004 para 57,9 milhões em 2009) e rede coletora ou fossa séptica ligada à rede coletora de esgoto (de 29,1 milhões em 2004 para 34,6 milhões em 2009).
O acesso a bens duráveis, como máquina de lavar, TV e geladeira, também vem crescendo, bem como o percentual de residências que têm computador (34,7% em 2009), Internet (27,4%) e telefone celular (78,5%).


IBGE

A nulidade do "fato novo"



Marcus Coimbra, sociólogo e presidente do Vox Populi, analisa a insignificância do pseudo-escândalo requentado pela deseperada campanha de Serra. O "dueto" executado entre os PIGs e a candidatura de oposição mostra-se inócua e impotente:


"Hoje, passados 15 dias de quando “estourou” o “escândalo”, as pesquisas mostram que seu impacto foi nulo. A “bomba” esperada pelos que torciam pelo fato novo virou um traque.
Por mais que os “grandes” jornais tenham se esforçado para fazer do “escândalo da Receita” um divisor de águas, ele acabou sendo nada. Tudo continuou igual: Dilma lá na frente, Serra lá atrás.
Tivemos, nesses dias, uma espécie de dueto: um dia, essa imprensa publicava alguma coisa; no outro, a comunicação da campanha Serra a amplificava, dando-lhe “tom emocional”. No terceiro, mais um “fato” era divulgado, alimentando a campanha com um novo conteúdo. E assim por diante.
Um bom exemplo: o “lado humano” da filha de Serra ser alvo dos malfeitores por trás do “escândalo”. Noticiado ontem, virou discurso de campanha no dia seguinte, com direito a tom lacrimejante: “estão fazendo com a filha do Serra o mesmo que fizeram com a filha do Lula”.
Há várias razões para que a opinião pública tenha tratado com indiferença o “escândalo”. A primeira é que ele, simplesmente, não atingiu a imensa maioria do eleitorado, por lhe faltarem os ingredientes necessários a se tornar interessante. O mais óbvio: o que, exatamente, estava sendo imputado a Dilma na história toda? Se, há mais de ano, alguém violou o sigilo tributário de Verônica Serra e de outras pessoas ligadas ao PSDB, o que a candidata do PT tem a ver com isso? É culpa dela? Foi a seu mando? Em que sua candidatura se beneficiou?
A segunda razão tem a ver, provavelmente, com a dificuldade de convencer as pessoas que o episódio comprove o “aparelhamento do estado pelo PT” ou, nas palavras do candidato tucano, a “instrumentalização” do governo pelo partido. Será que é isso mesmo que ele revela?
Se a Receita Federal fosse “aparelhada” ou “instrumentalizada”, por que alguém, a mando do PT (ou da campanha), precisaria recorrer a um estratagema tão tosco? Por que se utilizaria dos serviços de um despachante, mancomunado com funcionários desonestos? Não seria muito mais rápido e barato acessar diretamente os dados de quem quer que seja?
Não se discute aqui se alguém quis montar um dossiê anti-Serra ou se ele chegou a existir. Sobre isso, sabemos duas coisas: 1) é prática corrente na política brasileira (e mundial) a busca de informações sobre adversários, que muitas vezes ultrapassa os limites legais; 2) o tal dossiê nunca foi usado. As vicissitudes da candidatura Serra ao longo da eleição não têm nada a ver com qualquer dossiê.
O próprio “escândalo” mostra que a Receita Federal possui sistemas que permitem constatar falhas de segurança, rastrear onde ocorrem e identificar responsáveis. É possível que, às vezes, alguém consiga driblá-los. No caso em apreço, não.
No mundo perfeito, a Receita é inexpugnável, não existem erros médicos na saúde pública, todos os professores são competentes, não há guardas de trânsito que aceitam uma “cervejinha”. Na vida real, nada disso é uma certeza.
Todos esperam que o governo faça o que deve fazer no episódio (e em todas as situações do gênero): investigue as falhas e puna os responsáveis. Ir além, fazendo dele um “escândalo eleitoral”, é outra coisa, que não convence, pelo que parece, a ninguém."