quinta-feira, 22 de abril de 2010

Blog dos Avyadores do Brazil

Nos idos de 1982, eis a tripulação prestes a decolar neste grande brejo goitacá.
Em suas várias formações, o Comandante Luizz Ribeiro sempre coordenou uma galera da pesada. Em vôos rasantes, cultivou uma fiel legião de fãs e bombardeou a caretice musical desta cidade. 

Já viajei com os Avyadores quando o combate era contestação política, festa dionisíaca ou pura diversão. O Avyadores é um patrimônio cultural da cidade e já eletriza a sua terceira geração de amantes do roquenrol. Da juventude campista (politizada ou "apolítica") da redemocratização brasileira e da Nova República, até a molecada mesmerizada a partir do "guitar hero" e que vai pra pista assistir a decolagem dos Avyadores.

Agora com o blog Avyadores , a gente mantém o radar em alerta.

Salve o Comandante Luizz e toda a sua tripulação.

I Festival de Teatro Aberto de Campos











FICHA TÉCNICA

Curadoria: Daniela Passos
Direção de arte: Rafael Sanchez
Coordenação: José Sisneiro
Produção de campo: Waiatan Freitas
Assistência de Produção: Lívia Amorim
Direção de vídeo: Artur Gomes
Fotografia: Wellington Cordeiro
Assessoria de imprensa: Chico de Aguiar

PROGRAMAÇÃO NA ÍNTEGRA

ESPETÁCULOS
29/04 – QUINTA-FEIRA

10h – Abertura do evento
11h – “Helena pede perdão e é esbofeteada” – Tablado de Arruar (SP) Estréia nacional
Local: Praça São Salvador
18h – “Fulinaíma Blues Poesia” – Fulinaíma Trio (Campos)
            Local: Praça São Salvador
19h – “Tukutuka no Brasil” – Cia. Língua de Trapo (Petrópolis)
            Estréia nacional
            Local: Praça São Salvador

30/04 - SEXTA-FEIRA

16h - “Helena pede perdão e é esbofeteada” – Tablado de Arruar (SP)
           Local: Praça São Salvador
17h - Intervenção teatral – Lucia Talabí (Campos)
18h – Manifesto Hip Hop - Cia Black Fire e Conluio (Campos)
           Local: Praça São Salvador


01/05 – SÁBADO

16:30h – “Minha Alma é nada depois desta história – Os Ciclomáticos (RJ)
             Local: Praça do Liceu
17h – “Sociedade Ambulante S/A” - Jardel Maia e coral FDC (Campos)
            Local: Villa Maria
18:30h – “A História de Édipo Rei” – Teatro Andante (BH)
            Local: Praça do Liceu
21h – “Pontal” – O Pessoal do Oráculo (Campos)
            Local: Cais da Lapa

02/05 - DOMINGO

10h - Manifestação Circense – Circo São Pedro (Campos)
           Local: Jardim São Benedito
13h – Instalação da oficina cenografia urbana
           Local: Villa Maria
14h – “Fulinaíma Blues Poesia” – Fulinaíma Trio (Campos)
           Local: Praça do Liceu
15h – “A História de Édipo Rei” – Teatro Andante (BH)
           Local: Praça do Liceu

FESTA IN FESTIVAL

sexta-feira a partir das 22h
Apresentação: Daniela Passos
Participação Especial:
Os Ciclomáticos, Noite do Vinil, Mas Sarau Benedito e DJ Samurai
Local: Bar Liverpool – Rua Formosa, 985

OFICINAS
29/04 – QUINTA-FEIRA

10h - CENOGRAFIA ABERTA
Com Rafael Sanchez
Local: Villa Maria
Obs.: oficina continuada de quinta a domingo

19h – CORPO CÊNICO
Com Josué Soares
Local: SESC Campos

30/04 – SEXTA-FEIRA

14h – DRAMATURGIA DE RUA
Com Alexandre Dal Farra (Tablado de Arruar)
Local: SESC Campos

01/05 - SÁBADO

10h – INTERPRETAÇÃO PARA RUA
Com Paulo Marcos (Língua de Trapo)
Local: Villa Maria
10h – VOZ
Com Jardel Maia
Local: SESC Campos
Obs: inscrições no Sesc Campos

MESAS REDONDAS
30/04 – SEXTA-FEIRA
17:30h – tema: o fazer teatral na rua
Participantes: integrantes dos grupos Tablado de Arruar, Língua de Trapo e Andante.
Mediador: Paulo Marcos
Local: Villa Maria

19h – tema: investimentos no setor cultural – a democratização ao acesso as artes
Local: SESC Campos
Participantes:
MINC – Ana Lúcia Pardo (chefe divisão políticas públicas)
SESC – Tatyana de Paiva
Sindicato Dança – Lurdes Braga (presidente)
SATED – Paulo Marcos Carvalho (diretor)
Sindicato Música – Débora Cheyne (presidente)
SEC RJ – Marilda Samico (coordenção de artes cênicas)
Mediador: Caíque Botkay

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Qual Independência?


"No fim do século XVIII a economia mineradora estava em crise. A colônia não podia sustentar a metrópole e os seus proprietários ao mesmo tempo. Quando os latifundiários perceberam o prejuízo que teriam diante dessa situação, exigiram a independência nacional.
Toda a população desejava um país independente. Para os pobres, escravos ou trabalhadores, a independência significava melhores condições de vida, com liberdade, igualdade de terras, comércio justo, incentivo à produção nacional, educação, e voto livre. Mas para os latifundiários a independência significava nada mais do que a quebra do vínculo com a metrópole.
Muitas idéias iluministas chegaram ao Brasil e influenciaram as revoltas anticoloniais, de acordo com o interesse das classes dominantes.
Em Minas Gerais, todas as classes estavam insatisfeitas. O governador visconde de Barbacena ameaçava cobrar todos os impostos atrasados. Alguns homens da alta sociedade mineira se uniram para conspirar contra o governo. Chamados inconfidentes, eles tinham planos de mudanças: transferir a capital para São João Del Rei, e formar um centro universitário em Vila Rica. Criariam manufaturas e instituiriam a república. Já a situação escravista não foi questionada, afinal eram donos de escravos. Para se vincularem ao povo, Joaquim José da Silva Xavier foi agregado ao movimento. Apelidado Tiradentes, era pobre, inteligente, militar, e interessado em literaturas.
Um dos integrantes do grupo de inconfidentes o delatou, juntamente com mais dois oficiais. As autoridades prenderam todos, mas apenas Tiradentes foi executado, mesmo sendo conhecido o fato de que ele não era o principal líder. Mesmo assim foi enforcado e esquartejado para dar exemplo aos que desejassem se revoltar."
Mário Furley: Nova História Crítica.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Saudades do Amigo...

Saudades do Amigo...

Tomamos a liberdade de reproduzir o singelo texto da nossa companheira Luiza Botelho e fazer dele a nossa homenagem ao amigo Lenilson.

"(...) como vocês sabem, hoje faz mais 1 ano que o nosso NiIlsinho 'partiu'. E, entre as tantas e deliciosas lembranças que tenho do amado companheiro, amigo, é a de celebração da vida:

'... é a vida,
é bonita e é bonita...

viver
e não ter a vergonha de ser feliz,

cantar e cantar
a beleza de ser um eterno aprendiz...'

Saudades, Nilsinho! Você continua PRESENTE, nos sonhos, nas lutas, na nossa VIDA!

Grande abraço.

Luiza Botelho"

As bases sociais do voto de Dilma e Serra



O cientista político Marcos Figueiredo refina seu foco analítico sobre a sucessão presidencial a partir dos dados da pesquisa Sensus (05-09/04/2010). Confira a seguir o sumo de sua abordagem:

"As bases sociais do voto são sempre uma questão importante porque reflete a natureza das expectativas dos eleitores. Os candidatos em geral têm sempre os olhos voltados para a maioria, para garantir a eleição. Entretanto cada candidato não pode negligenciar as suas respectivas bases, sob pena de perdê-las. Este é um jogo de soma zero. Ao tentar avançar sobre uma classe de eleitores o candidato corre o risco de perder votos em uma classe concorrente. Definido então as diversas classes, categorias ou grupos sociais eles sempre terão demandas e interesses em disputas. É por esta razão que os candidatos tendem para a posição mediana entre os interesses conflitantes.

Esta convergência para a mediana produz discursos e propostas cujos resultados representam um denominador comum, com risco mínimo em desagradar as maiorias das posições conflitantes. Esta estratégia do denominador comum, por sua vez, tem como contra partida o aumento do risco de alta dubiedade, beirando a falta de posicionamento, posição mortal quando a taxa de conflito é muito alta. Exemplo claro está na disputa sobre o livre direito ao aborto. Nessas situações os candidatos preferem fugir do assunto. Este problema não existe nas eleições proporcionais dado que há espaço na disputa para posições conflitantes. (...)

A comparação das bases sociais desses dois candidatos aponta para um horizonte de alta competição sobre políticas sociais entre Dilma e Serra. Nos indicadores de educação e renda, o apoio para Serra segue uma trajetória social de baixo para cima, Serra cresce segundo a posição social do eleitor. Dilma, ao contrário, decresce na escala social.

Esta situação aponta para as linhas ideologias das duas candidaturas. Dilma, como sucessora de Lula, tem enfatizado a continuidade do projeto PT-lulista que se concentra em políticas sociais de ascensão social, o que em nada agrada as classes médias-altas. Serra, como disse em seu discurso de lançamento de sua candidatura, acenou para o não confronto de classe, pregando a união de todos. Entretanto o seu eleitorado quer a volta de políticas mais liberais, cujo retorno social é perdas para as classes mais baixas na competição social.

Considerando a natureza do jogo eleitoral, de soma zero, o apelo de Serra para a união das classes, aponta para prospectos de políticas de 'denominador comum' o que não combina com ele. Em algum momento ele terá que fazer uma opção ariscada: avançar sobre o eleitorado das classes médias-baixas, com políticas condizentes, o que, por sua vez, contraria as demandas de seu eleitorado típico.

Neste particular Dilma está confortável, pois o seu projeto PT-lulista é o quanto ela precisa para continuar ameaçando Serra, e em trajetória ascendente."

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Blog da ADUENF

Estando localizada na região Norte Fluminense, que apresenta horrorosos índices de desenvolvimento humano e uma educação fundamental lastimável, não há nenhum exagero em dizer que a UENF tem sido decisiva para romper com o autocentramento cultural característico dos profissionais formados nas tradicionais insituições locais de educação superior.  Isto tem representado um inegável ganho de recursos humanos para a cidade e para Região. Em 16 anos de atuação, a UENF despontou como uma das 12 melhores universidades do Brasil. 

Mas isto tudo está ameaçado.  O governador Sérgio Cabral havia se comprometido em apresentar uma proposta de reajuste salarial no dia 31 de março... nada...somente o descarado silêncio. 
- O que fazer?
Todos sabem o quanto as greves e paralisações na educação pública estão desgastadas e atrapalham a atividade acadêmica. Mas quais as alternativas? Como sensibilizar a sociedade do momento delicado?

Nos dias 14 e 15, quarta e quinta-feira passadas, a UENF paralisou as suas atividades e foi para as ruas do centro da cidade mostrar a população parte dos riscos que ameaçam as Universidades Públicas Estaduais. Dentre tantos problemas, a UENF tem sofrido um significativo e perigoso processo de  evasão dos seus professores, que buscam melhores salários e condições de trabalho nas Instituições Federais de Ensino Superior em franca expansão.

Abaixo, a carta "Em Defesa das Universidades Públicas Estaduais e de Seus Trabalhadores", apresentada pelo SINTUPERJ, ASDUERJ e ADUENF  e o endereço do Blog da Aduenf  que apresenta diretamente as suas demandas e a sua defesa das Universidades Públicas. 

O Samba nos redime

Pois é... estávamos ficando mal acostumados com a previsibilidade da escrita do campeonato carioca. Os deuses do futebol mudam uma vírgula, alteram o acento e restauram a tragédia para a Nação. Hoje, meu filho de 14 anos, entendeu o que é perder no futebol. A perversidade do jogo humano, o fracasso do Imperador, encontramos a tristeza.

Mas o samba nos redime.
Apesar do riso contido do tricolor Chico ao pronunciar  "o flamengo perdeu", me solidarizo com o campista e rubro-negro Wilson Batista, autor do sambinha.

domingo, 18 de abril de 2010

Núcleo setorial: cultura



Armando Nogueira escreveu: "O Botafogo e Eu ..."


"Amar um clube é muito mais que amar uma mulher. Ao longo da vida, troquei de namorada, sei lá, mil vezes. E outras mil fui trocado por elas, mas a recíproca não está em jogo, agora. Jamais trocaria o Botafogo, nem por outro clube, nem por nada, neste mundo. (...)
O futebol é assim: desperta na pessoa um sentimento virtuoso que transcende a amizade, que vai além do amor e culmina no santo desvario da paixão. Tem de tudo um pouco, porém, é mais que tudo. Torcer por uma camisa é plena entrega. É mais que ser mãe, porque não desdobra fibra por fibra o coração. Destroça-o de uma vez no desespero de uma derrota. Em compensação, remoça-o no delírio de uma vitória. (...)
O torcedor do Botafogo tem um coração repleto de memoráveis cintilações: convivem, na mesma estrela, dribles insondáveis de Garrincha, passes impressentidos de Didi, antevisões de Nilton Santos, cismas de Carlito Rocha e gols, muitos gols, de Heleno de Freitas, cada um mais épico que o outro.
O Botafogo sou eu mesmo, sim senhor! "

Nucleo Setorial: Cultura

Para aproveitar o domingo, aí vai a preciosa dica do gente boa Jorge Tadeu.

"AUMENTE O SOM...
VEJAM O SHOW DESCONTRAIDO DE TOM E CAYMMI NO ENSAIO NA CASA DO TOM NO JARDIM BOTÂNICO EM 1991.
Eles cantam Maracangalha, juntamente com o pessoal da Banda Nova: Paulo Jobim ao Violão, Danilo Caymmi na flauta e voz, Sebatião Neto(Tião Neto) no baixo e mais Paula Morelenbaum, Ana Lontra Jobim, Maucha Adnet, Simone Caymmi (vozes)."